Regimento Interno
Sinopses dos livros dos vestibulares de 2010 da Fuvest e Unicamp
“O cortiço”
de Aluísio de Azevedo
No primeiro grande romance social brasileiro, Jerônimo é bom de porrete; Firmo maneja a navalha; Rita Baiana, Pombinha, o inútil Libório e as lavadeiras vão vivendo como podem no cortiço do João Romão. E Romão cada vez mais rico, olhando as janelas elegantes do sobrado do vizinho, sonhando grandeza. Só precisava resolver o que fazer da pobre Bertoleza.
“Capitães da Areia”
de Jorge Amado
Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.
“Auto da Barca do Inferno”
de Gil Vicente
O "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, é uma sátira impiedosa da sociedade portuguesa do século XVI. Suas críticas não poupam ninguém - fidalgos, padres magistrados, mas também sapateiros e ladrões.
Cada personagem traz, nas roupas ou nas mãos, os símbolos de seus pecados e deles não podem se desfazer; não há defesa contra as acusações do Diabo ou do Anjo.
“Memórias de um Sargento de Milícias”
de Manuel Antônio de Almeida
Romance escrito no Romantismo, sem o enredo fantasista, próprio daquele momento. A comicidade está presente nos tipos diversos que desfilam pela narrativa: eis o major Vidigal, cônscio de sua autoridade, à frente de granadeiros e outros soldados que o obedeciam cegamente. Luisinha é a paixão de Leonardo Pataca. "Há nessa obra a marca de um perfeito novelista", assinala Ronald de Carvalho, "senhor dos assuntos que estudava, observador despreocupado, mas sagaz, do meio em que vivia, sabendo conduzir com acerto e leveza as várias peripécias da intriga, desenhado com segurança os tipos arrancados à sociedade e ao ambiente circunstante."
“Iracema”
de José de Alencar
Iracema, a virgem tabajara consagrada a Tupã, apaixona-se por Martim, guerreiro branco, inimigo de seu povo. Por esse amor abandona a tribo, tornando- se sua esposa. Ao perceber, mais tarde, que Martim sente saudades de sua terra e talvez de alguma mulher, começa a sofrer. Tem o filho, Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Quando ele volta, Iracema está prestes a morrer. A virgem dos lábios de mel tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, representa o primeiro cearense, fruto da integração das duas raças.
“Dom Casmurro”
de Machado de Assis
O solitário Bentinho relembra sua vida e o seu amor pela bela e intrigante Capitu - um dos maiores personagens da literatura brasileira. E partilha com o leitor o ciúme e a desconfiança que encheram de amargor a sua vida...
Texto integral enriquecido com notas explicativas.
Acompanha Suplemento de Leitura com questões dos grandes vestibulares.
“A Cidade e as Serras”
de Eça de Queirós
Esta obra pertence à terceira fase de Eça de Queiróz. Jacinto, entediado da vida fútil em Paris, volta à província onde nascera. Há um desvio de sua bagagem em um desencontro ferroviário. Prossegue a viagem, admirando de perto a natureza. Encantado com tudo, conhece Joaninha que lhe consagra um amor sincero e puro. Resolve então permanecer em Tormes, onde encontrou a verdadeira felicidade.
“Vidas Secas”
de Graciliano Ramos
Em 'Vidas Secas', o autor se mostra mais humano, sentimental e compreensivo, acompanhando o pobre vaqueiro Fabiano e sua família com simpatia e uma compaixão indisfarçáveis. Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção de Graciliano Ramos, ´Vida Secas´ é o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente. O que impulsiona os seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca. ´Vida Secas´ representa ainda uma evolução na obra de Graciliano Ramos quanto ao estilo e à qualidade estritamente literária.
